"Vives novamente na carne para o burilamento do teu espírito." - Militão Pacheco

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domingo, 23 de junho de 2019

HERDEIRO DE DEUS

Considerando-se a tua ascendência divina, já te destes conta de que és herdeiro de Deus?

Ele criou o Universo e a vida, enriqueceu a Sua Obra de sabedoria e beleza, colocando-te, por amor, como parte integrante dessas maravilhas e facultando-te fruí-las todas.

Por direito natural possuis tudo que é d'Ele, bastando somente que desenvolvas os dons em ti latentes, a fim de que possas desfrutar de toda essa opulência e grandeza.

Amado por Deus, és também herdeiro das idéias sublimes, que te proporcionam conquistar espaços, penetrar o mecanismo da vida e decifrar os enigmas desafiadores que te aguardam.

O teu dever é fazeres-te receptivo ao pensamento divino em tudo e em todos presente, de modo a captá-lo e pô-lo em ação à medida que o conquistes.

Dispões de todos os bens e poderes, que estão ao teu alcance. Todavia, são importantes, senão imprescindíveis para lográ-los, a confiança e a fé, bem como o esforço para desdobrares as capacidades adormecidas em ti, mediante as quais saberás usar esses tesouros com edificação e integridade.

Tudo que te falte, não é valioso, porquanto o essencial à vida é a sabedoria para conduzi-la, a fim de conseguires, não apenas coisas, senão lograres a plenitude e a abundância que o teu direito de herdeiro põe à tua disposição.

Se permaneces na infância espiritual não podes usufruir, por não saberes utilizar, de todos os bens; todavia, se adquires a maioridade, irás utilizando-te e felicitando-te com todos os tesouros da Criação, como filho de Deus, portanto, Seu herdeiro ditoso.

Autor: Joanna de Ângelis
Psicografia de Divaldo Franco


Fonte: http://www.oespiritismo.com.br

sexta-feira, 21 de junho de 2019

MATERIALIZAÇÃO E DESMATERIALIZAÇÃO

O problema da materialização e da desmaterialização revela muitas dificuldades para ser colocado em termos técnicos. 

Assim me pronuncio, com respeito ao assunto, porque em nossa esfera de ação os enigmas científicos não são reduzidos. 

Adianto-lhes, porém, que se a vida deve ser considerada um todo ascendente, dentro de seus característicos de aprimoramento e eternidade, o Universo, englobando o Infinito dos Mundos, deve ser interpretado por organismo vivo, sem solução de continuidade, isto é, sem vácuos, em suas manifestações diversas nos ângulos mais remotos da Criação. 

Matéria e espírito constituem para nós, ainda no plano em que evolucionamos, duas realidades, das quais até agora não conseguimos descortinar o ponto de integração. 

Em “nosso lado”, o avanço das Inteligências de minha condição não vai muito além das linhas em que o progresso intelectual da Terra está situado. Somos constrangidos a reconhecer, portanto, que a eletricidade e o magnetismo estão, por enquanto, apenas levemente vislumbrados no campo em que nos exteriorizamos. A matéria que nos serve de base ao esforço de ascensão é a grande desconhecida. 

Leis vibratórias presidem à integração e à desintegração dos átomos em todos os ângulos da vida e, em nos reportando ao assunto, estimaria poder transmitir-lhes certos apontamentos que vamos estudando aqui, com relação aos poderes mentais. Tais poderes são tão grandes e de tamanha importância sobre a organização da matéria nos mais variados reinos da natureza visível e invisível que não nos é dado formular algumas de nossas experiências, em terminologia terrestre, porquanto não somente nos faltam recursos analógicos para o cometimento, como também porque as Ordenações Superiores acreditam que esse gênero de revelação perturbaria o clima do progresso humano, por prematura e suscetível de favorecer a ignorância e a maldade. 

Convençam-se, contudo, de que os “fenômenos de conversão”, como denominamos as trocas entre dois planos, se verificam constantemente. Pelo crivo da química orgânica, milhões de existências surgem aqui, por morrerem aí, e vice-versa. 

O movimento é incessante. 

Não há paradas na ação, tanto quanto não há hiatos no Espaço.

A vontade é vigoroso fator de prosperidade e decadência. Através do pensamento próprio, cada espírito cria, destrói e recompõe no presente e no futuro. 

Nossas idéias são como imãs; nossos ideais, turbilhões de força atrativa. 

Em torno de cada criatura, jazem os materiais invisíveis que ela mesma deseja e que torna visíveis e palpáveis, na esfera humana, por intermédio da assimilação mental, perispirítica e fisiológica. 

A alma, onde quer que se encontre, permanece “querendo algo” e, em razão disso, vive criando em processos de cooperação espontânea com o Sumo Poder que rege a Vida Eterna. 

Diariamente, materializamos e desmaterializamos coisas diversas. 

Semelhantes faculdades são exercidas por nós, com tanta naturalidade, quanto o ato de respirar. Daí nasce o impositivo de nossa renovação individual para o bem. 

Nesse sentido, o aprendiz do Evangelho nada mais realiza, quando sincero e operoso, que o dever de adaptar-se aos padrões vivos do Divino Mestre, conduzindo a Ele os materiais de que dispõe, dentro de si próprio, reestruturando-os, gradativamente, até que possa sintonizar-se com o Senhor, de maneira integral. 

Baste-nos, pois, por enquanto, a confortadora certeza de que cada espírito é pai e ao mesmo tempo filho das próprias obras e que, sendo livre para fazer, é constrangido a suportar os efeitos da ação ou obrigado a recolher os frutos de suas realizações felizes ou infelizes, compreendendo-se, assim, que todos somos independentes na sementeira e escravos na colheita. Esta é a grande lição do caminho que, por agora, devemos aprender. 

Psicografia em Reunião Pública. Data – 23-11-1949. Local – Centro Espírita Luiz Gonzaga, na cidade de Pedro Leopoldo, Minas.

Ditado pelo Espírito Neio Lúcio. Do livro 'Através do Tempo'. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

quarta-feira, 12 de junho de 2019

RENOVAÇÃO EM AMOR

"E vós, irmãos, não vos canseis de fazer o bem”. - PAULO (II Tessalonicenses, 3:13.).

Quando as crises te visitem, ante os problemas humanos, é justo medites nos princípios de causa e efeito, tanto quanto é natural reflitas no impositivo de burilamento espiritual, com que somos defrontados, entretanto, pensa igualmente na lei de renovação, capaz de trazer-nos prodígios de paz e vitória sobre nós mesmos, se nos decidimos a aceitar, construtivamente, as experiências que se nos façam precisas.

Se atingiste a integração profunda com as bênçãos da vida, considera a tarefa que a Divina Providência te confiou.

Deus não nos envia problemas de que não estejamos necessitados.

Aceitação e paciência, sem fuga ao trabalho, são quase sempre a metade do êxito em qualquer teste a que estejamos submetidos, em nosso proveito próprio.

Se qualquer tempo é suscetível de ser ocasião para resgate e reajuste, todo dia é também oportunidade de recomeçar, reaprender, instruir ou reerguer.

O amor que estejamos acrescentando à obrigação que nos cabe cumprir, é sempre plantação de felicidade para nós mesmos.

Onde estiveres e como estiveres, nas áreas da dificuldade, dá-te à serenidade e ao espírito de serviço e entenderás, com facilidade, que o amor cobre realmente a multidão de nossas faltas, apressando, em nosso favor, a desejada conquista de paz e libertação.

Autor: Emmanuel
Psicografia de Francisco Cândido Xavier. Livro: Ceifa de Luz

SOMOS *IRMÃOS* UNS DOS OUTROS - MEIMEI


Para Refletir:

Em qualquer circunstância, escora-te no esforço de resguardar o bem. 

Quando estiveres a ponto de pronunciar qualquer frase irrefletida ou de empreender a mínima ação contra os outros, ora e silencia, porque o Céu te ouve e Deus te sustentará.

Meimei

segunda-feira, 10 de junho de 2019

DESAFETOS

Amar aos nossos adversários, desde o presente, ofertando-lhes o coração, em forma de tolerância e trabalho, devotamento e ternura é a fórmula exata para a solução dos grandes problemas que tantas vezes, por invigilância e leviandade, endereçamos, lamentavelmente ao futuro. 

Lembremo-nos de que ainda ontem, acalentávamos antipatias e desafetos, cultivando o ódio à feição de serpe no seio. 

Recordemos que semelhantes laços de treva algemavam-nos o espírito às largas sendas inferiores, impondo-nos reencarnações difíceis e angustiosas, nos campos de purgação da experiência terrestre. 

Enleiados a eles renascemos no mundo e porque se nos retarde o amor, nos testemunhos de paciência e compreensão, somos constrangidos pela Justiça Perfeita, a recebê-los compulsoriamente nas teias da consangüinidade, convertendo-se-nos o templo familiar em triste reduto de sofrimento. 

É assim que, reinternados na Terra, quase sempre, acolhemos na forma de entes amados velhos inimigos, que se origem, no santuário doméstico, em nossos credores intransigentes. 

Surgem por filhos tiranizantes e ingratos, ou parentes invulneráveis ao nosso melhor carinho, obrigando-nos a mais doloroso acerto, porque estruturado em suor e pranto, quando o nosso perdão puro e simples conseguiria fundir a bruma aviltante da crueldade em brisa de esquecimento.

Para que não estejamos amanhã em lares metamorfoseados em pelourinhos, por força dos corações queridos que o resgate transforma em verdugos e inquisidores de nossos dias, saibamos amar, desde hoje, os que nos apedrejam ou firam, atormentem e caluniem, porque, em verdade, o mal é apenas mal para aqueles que o fazem, transmutando-se em bem naqueles que o recolhem entre a paz do silêncio e a prece da humildade, por saberem que a Vida é sempre luz de Deus.

Psicografia em Reunião Publica.  Data – 31-10-1958. Local – Centro Espírita Vicente de Paulo, na cidade de Uberaba, Minas.

Ditado Pelo Espírito Emmanuel. Do livro 'Através do Tempo'. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

sexta-feira, 7 de junho de 2019

A OBRA DA *CARIDADE* TUDO TRANSFORMA EM FAVOR DO *BEM* - EMMANUEL



Para Refletir:

Não são os flagelos do mundo exterior os elementos que nos deprimem, mas sim os opositores ocultos, conhecidos pelos mais diversos nomes, quais sejam orgulho e maldade, tristeza e preguiça, desespero e ingratidão, que perseveram conosco. 

Amemos aos inimigos externos que nos desafiam à prática do bem, ao exercício da renúncia, ao trabalho da paciência e à realização da caridade, mas tenhamos cautela contra os sicários escondidos em nós mesmos que, expressando sentimentos indignos de nosso conhecimento e de nossa evolução, nos escravizam à angustia, e nos algemam à dor, enclausurando-nos a vida em miséria e perturbação.

Emmanuel

"Deep Peace" Spiritual. Tribute to Bill Douglas

quinta-feira, 6 de junho de 2019

ESCUTA, MEU IRMÃO

Não é a tua palavra primorosa a força que te exaltará a inteligência e, sim, o objetivo para o qual se dirige. 

Não é a dádiva que te confere o título de benfeitor, mas o modo pelo qual te manifestas, através dela. 

Não é a fortuna material que te faz realmente rico e, sim, a aplicação dignificante das utilidades que reténs a beneficio de todos.

Não é a fama terrestre a claridade que te coroa o nome e sim a benção do Céu sobre a reta conduta que abraçaste em favor do bem coletivo. 

Não é a lição verbal o poder com que educarás o companheiro de luta, nas tarefas de cada dia, mas o teu exemplo reiterado na edificação comum por intermédio da própria melhoria. 

Não é a tua crença sectária, embora fervorosa, que te guiará à sublimação na vida espiritual, depois da morte do corpo e, sim, os teus atos de bondade santificante, que serão testemunhas permanentes de tua alma, onde estiveres. 

Não é a fé sem obras que te iluminará a senda de progresso, mas as obras dignificadoras que conseguires concretizar, em ti mesmo e fora de ti, inspirado por tua fé. Não é a cultura intelectual inoperante que te fará respeitável, e sim o espírito de serviço com que te devotares, em qualquer condição, à felicidade dos semelhantes. 

Não é o êxito suscetível de sorrir-te na Terra, por alguns dias breves, a fonte de alegria real que procuras com os melhores anseios de coração, mas a paz de consciência, no dever bem cumprido, nas obrigações de cada dia. 

Busquemos ser, antes de aparentar e fazer, antes de instruir. 

A verdade espera nossa alma, em cada ângulo de caminho, dentro de nossa jornada para frente. 

Assim, pois, construamos o nosso engrandecimento interior, porque, hoje ou amanhã, o Sol Divino projetará sobre nós a sua bendita claridade, revelando-nos, à luz meridiana, tais quais somos.

Psicografia em Reunião Pública.  Data – 31-3-1950. Local – Centro Espírita Luiz Gonzaga, na cidade de Pedro Leopoldo, Minas.

Ditado pelo Espírito André Luiz. Do livro 'Através do Tempo'. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

segunda-feira, 3 de junho de 2019

MENSAGEM

Outrora, os mártires sofreram nos circos para doar ao mundo a glória da Revelação. Através de fogueiras e sacrifícios, traçaram um roteiro de luz para o mundo paganizado; em seguida, quando as trevas da Idade Média consagravam a autocracia do poder, os cristãos livres experimentaram a perseguição, a morte e a anátema para restaurarem a senda luminosa, conferindo à Terra as bênçãos da Verdade. Hoje, porém, meus amigos, os seguidores do Mestre Divino, irmanados em torno da Cruz redentora, foram chamados à doação da Fraternidade às criaturas. Amparados pela evolução dos códigos, que se tocaram das claridades sublimes da Boa Nova, através dos séculos, desfrutam de liberdade relativa para concretizarem a divina missão de que foram cometidos. 

Antigamente, dolorosa renunciação era exigida aos companheiros do Mestre Nazareno, de fora para dentro; agora, contudo, é a luta renovadora do santuário intimo para o mundo externo. Não é o circo do martírio que se abre na praça pública, nem a fogueira dos autos-de-fé, instaladas dentro de povos livres e robustos em nome das confissões religiosas. A autoridade reclama corações consagrados ao Senhor na esfera de si mesmos. A fraternidade constituir-se-á abençoado clima de trabalho e realização, dentro do Espiritismo evangélico, ou permaneceremos na mesma expectação inoperante do principio quando o material divino da Revelação e da Verdade não encontrava acesso em nossos espíritos irredimidos.

Formemos não somente grupos de indagação intelectual ou de crítica nem sempre reconstrutiva, mas, sobretudo, ergamos um templo interior à bondade, porque sem espírito de amor todas as nossas obras falham na base, ameaçadas pela vaga incessante que caracteriza o campo falível das formas transitórias. “Amemo-nos uns aos outros”, segundo a palavra do Mestre que nos reúne, sem desarmonia, sem discussões ruinosas, sem desinteligências destrutivas, sem perda de tempo nos comentários vagos e inoportunos, amparando-nos, reciprocamente, pelo trabalho, pela tolerância salvadora, pela fé viva e imperecível. 

Se nos encontramos realmente empenhados no Espiritismo que melhora e regenera, que esclarece e redime, que salva e ilumina, sob a égide de Jesus, recordemos as palavras do Código Divino, para vive-las na acústica de nossa alma, seguindo o Senhor em sua exemplificação de sacrifício, de solidariedade e de amor: - “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida”. “Ninguém irá até o Pai, senão por Mim”. 

Psicografia em Reunião Pública. Data – 14-5-1949. Local – Centro Espírita Amor e Caridade, em Belo Horizonte, Minas.

Ditado pelo Espírito Bezerra de Menezes. Do livro 'Através do Tempo'. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

quarta-feira, 29 de maio de 2019

LEI DE CAUSA E EFEITO

"Na patogênese da alienação mental, sob qualquer aspecto em que se apresente, sempre defrontaremos um Espírito falido em si mesmo, excruciando-se sob a injunção reparadora, de que não se pode deslindar, senão mediante o cumprimento da justa pena a que se submete pelo processo da evolução.

As Soberanas Leis, que mantêm o equilíbrio da vida, não podem, em hipótese alguma, sofrer defraudações, sem que se estabeleçam critérios automáticos de recomposição, em cujo mister se envolvem os que agem com desregramento ou imprevidência.

Sintetizadas na lei de amor, que é a lei natural fomentadora da própria vida, toda criatura traz o gérmen, a noção do bem e do mal, em cuja vivência programa o céu ou o inferno e aos quais se vincula, nascendo as matrizes das alegrias ou das dores, que passam a constituir-lhe o modus vivendi do futuro, atividade essa pela qual ascende ou recupera os prejuízos que se impôs.

Não há, nesse Estatuto, nenhum regime de exceção, em que alguém goze de benção especial, tampouco de qualquer premeditada punição.

Programado para a ventura, o Espírito não prescinde das experiências que o promovem, nele modelando o querubim, embora, quando tomba nos gravames da marcha, possa parecer um malfadado "satanás", que a luta desvestirá da armadura perniciosa que o estrangula, fazendo que liberte a essência divina que nele vige, inalterada.

Quem elege a paisagem pestilencial, nela encontra motivos de êxtase, tanto quanto aquele que ama a estesia penetra-se de beleza , na contemplação de um raio de Sol ou de uma flor, inundando-se de silêncio íntimo para escutar a musicalidade sublime da Vida.

Não existe, portanto, uma dor única, na alma humana, que não proceda do próprio comportamento, sendo mais grave o deslize que se apóia na razão, no discernimento capaz de distinguir, na escala de valores, as balizas demarcatórias da responsabilidade que elege a ação edificante ou comprometedora...

Só Jesus viveu a problemática da aflição imerecida, a fim de lecionar coragem, resignação, humildade e valor ante o sofrimento. Ele, que era Justo, de modo que ninguém se exacerbe ou desvarie ao expungir as penas a que faz jus.”

Autor: Manoel Philomeno de Miranda
Psicografia de Divaldo Franco. Livro: Nas Fronteiras da Loucura

Fonte:
http://www.oespiritismo.com.br

segunda-feira, 27 de maio de 2019

ILUMINAÇÃO DE CONSCIÊNCIAS

Natanael Ben Elias, o paralítico de Cafarnaum, acabara de ser completamente curado por Jesus, voltando a andar. 

Todos estavam em festa, exceto o Mestre, que meditava seriamente. 

Simão, buscando romper o silêncio de Jesus, então pergunta: 

Por que dizes que não Te compreendemos, Rabi? Estamos todos tão felizes! 

Simão, neste momento, enquanto consideras o Reino de Deus pelo que viste, Natanael, com alegria infantil, comenta o acontecimento entre amigos embriagados e mulheres infelizes. 

Outros que recobraram o ânimo ou recuperaram a voz, entre exclamações de contentamento, precipitam-se nos despenhadeiros da insensatez, acarretando novos desequilíbrios, desta vez, irreversíveis. 

Não creias que a Boa Nova traga alegrias superficiais, dessas que o desencanto e o sofrimento facilmente apagam. 

O Filho do Homem, por isso mesmo, não é um remendão irresponsável, que sobre tecidos velhos e gastos costura pedaços novos, danificando mais a parte rasgada com um dilaceramento maior. 

A mensagem do Reino, mais do que uma promessa para o futuro, é uma realidade para o presente.

Penetra o íntimo e dignifica, desvelando os painéis da vida em deslumbrantes cores... 

Eu sei, porém, que Me não podeis entender, tu e eles, por enquanto. E assim será por algum tempo. 

Mais tarde, quando a dor produzir amadurecimento maior nos Espíritos, Eu enviarei alguém em Meu nome para dar prosseguimento ao serviço de iluminação de consciências. 

As sepulturas quebrarão o silêncio que guardam e vozes, em toda parte, clamarão, lecionando esperanças sob os auspícios de mil consolações. 

Séculos se passaram depois destes dizeres preciosos. 

A dor amadureceu muitos corações desnorteados, e novamente a Humanidade suplicou a Jesus pela cura de suas mazelas. 

Os sepulcros foram rompidos. O silêncio dos aparentemente mortos foi quebrado, e os descobrimos vivos, imortais e reluzentes. 

Sim, as estrelas caíram dos céus. Estrelas de primeira grandeza espiritual se uniram em uma constelação admirável, e voltaram seu feixe de luz poderoso para a Terra. 

Os Espíritos falaram, ensinaram, provaram que a vida futura prometida por Jesus é real. 

A iluminação de consciências, proposta por Jesus, ganhou uma dimensão nova e maior. 

A mensagem do Cristo se faz novamente presente como uma proposta para o presente, para a renovação imediata, urgente. 

Na grande transição que o planeta atravessa, são eles, os Missionários do Mestre, que semeiam a verdade em todos os povos. 

O amor volta a tomar seu lugar de evidência, nas propostas elevadas que são apresentadas aqui e acolá. 

Atiramos as roupas velhas no tempo, e vestimos a roupagem do ESPIRITISMO, entendendo que a vida do Espírito, esta sim, é a verdadeira. 

O Consolador - o Espiritismo - já está entre nós... Escutemo-Lo!

Autor: Amélia Rodrigues
Psicografia de Divaldo Franco. Livro: Primícias do Reino


sábado, 25 de maio de 2019

PÃO, OURO E AMOR

Aquele diz: — Isto é meu. Outro afirma: Guardo o que me pertence.

Entretanto, só Deus é o legítimo Senhor de Tudo.

Rejubilas-te com a nutrição... Contudo foi Ele que promoveu a sustentação da semente para que a semente convertida em pão, te assegure o equilíbrio.

Orgulhas-te do dinheiro que te garante a aquisição das utilidades imprescindíveis à segurança e ao conforto... no entanto, foi Ele, quem te angariou indiretamente os recursos preciosos para que te não faltassem saúde e raciocínio, disposição e inteligência na tarefa em que te sorri a fortuna.

Regozijas-te com o lar... Todavia, foi Ele quem te situou nos braços maternais que te acalentaram os vagidos primeiros, aproximando-te dos afetos que te enriquecem os dias.

Lembra-te de Deus, o Todo Misericordioso que nos confia os tesouros da existência, a fim de que aprendamos a buscar-Lhe o Paterno Seio...

E reparte com teu irmão do caminho os talentos que Ele te empresta, na certeza de que somente ao preço da FRATERNIDADE INFATIGÁVEL E PURA, subirás para a Glória Divina, em que Deus te reserva a imortalidade da vida, entre as fulgurações da Sabedoria Imperecível e as bênçãos do Amor Eterno.

Autor: Scheilla
Psicografia de Chico Xavier

sexta-feira, 24 de maio de 2019

quinta-feira, 23 de maio de 2019

MUDANÇA DE RUMO

Quando nos preparamos para a esta vida voltar, expectativas, promessas, acertos nos envolvem, nos estimulam, nos enchem de certezas.

Quando aqui chegamos e a nossa luta se inicia, iniciam-se também o nosso livre arbítrio, os nossos temores, as incertezas e, principalmente, o acomodamento à rotina, aos costumes, à vivência falha e cheia de ilusões que por nós espera, aqui na Terra.

Então, tudo a que nos propusemos, começa a ruir, a se complicar. Vivemos o nosso dia-a-dia como pessoas sem passado, sem compromissos, almejando sempre um futuro brilhante, feliz e, se possível, com grandes realizações emocionais, financeiras e profissionais.

Então, esta falta de cumprimento dos princípios a que nos propusemos, leva o nosso planeta ao desequilíbrio.

Violência, irmãos lutando entre si por divergências religiosas, apropriação de espaços, conquistas, poder em nome de leis absurdas, criadas pelo homem sem nenhum discernimento, ou somente com uma pequena dose de inspiração ou intuição do amor de Deus.

Falhamos, falhamos sempre. Ao acertarmos a nossa vinda, ao não cumprirmos o acertado e ao contribuirmos para o caos que se instala entre nós.

Que podemos esperar então na nossa volta ao mundo espiritual? Que conseqüências teremos que enfrentar? Quais serão as oportunidades de um retorno mais feliz, menos sofrido? Nada, nenhuma.

Reflitamos. Aproveitemos, nós que temos o conhecimento e o apoio da espiritualidade. Trabalhemos, reformemo-nos, cresçamos, equilibremo-nos enquanto encarnados para um mundo melhor.

Autor: Um Irmão de Luz
Psicografia de Chico Xavier

quarta-feira, 22 de maio de 2019

COMPORTAMENTO E VIDA

Autor: Manoel Philomeno de Miranda (espírito)

O fatalismo biológico, estabelecido mediante as conquistas pessoais de cada indivíduo, não é definitivo em relação à data da sua morte.

A longevidade como a brevidade da existência corporal, embora façam parte do programa adrede estabelecido para cada homem, alteram-se para menos ou para mais, de acordo com o seu comportamento e do contributo que oferece à aparelhagem orgânica para a sua preservação ou desgaste.

Necessitando de um período de tempo em cada existência física para realizar a aprendizagem evolutiva em cujo curso está inscrito, o Espírito tem meios para abreviar-lhe ou ampliar-lhe o ciclo, mediante os recursos de que dispõe e são facultados a todos.

É óbvio que o estróina desperdiça maior quota de energias, impondo sobrecargas desnecessárias aos equipamentos fisiológicos, do que o indivíduo prudente.

As ocorrências que lhes sucedam têm as suas causas no comportamento que se permitem.

Igualmente, a forma de desencarnar, sem fugir ao impositivo do destino que é de construção pessoal, resulta das experiências que são vividas.

O homem imprevidente e precipitado, desrespeitador dos códigos de lei estabelecidos, toma-se fácil presa de infaustos acontecimentos, que ele mesmo se propicia como efeito da conduta arbitrária a que se entrega.

Acidentes, homicídios, intoxicações, desastres de vários tipos que arrebatam vidas, resultam da imprevidência, da irresponsabilidade, do orgulho dos que lhes são vitimas, na maioria das vezes e no maior número de acontecimentos.

Devendo aplicar a inteligência e a bondade como norma de conduta habitual, grande parte das criaturas prefere a arrogância, a discussão acesa, o desrespeito ao dever, a negligência, tornando-se, afinal, vitimas de si mesmas, suicidas indiretas.

Nos autocídios de ação prolongada ou imediata, a responsabilidade é total daqueles que tomam a decisão infeliz e a levam a cabo, inspirados ou não por Entidades perversas com as quais sintonizam. Derrapando em comportamentos pessimistas a que se aferram, a atitudes agressivas nas quais se comprazem, na fixação de idéias tormentosas em que se demoram, em ambições desenfreadas e rebeldia sistemática, a etapa final, infelizmente, não pode ser outra. Com o gesto que supõem de libertação, tombam, por largos anos de dor, em mais cruel processo de recuperação e desespero, para que aprendam disciplina e submissão contra as quais antes se rebelaram. Depreende-se, portanto, que o comportamento do homem a todo instante contribui de maneira rigorosa para a programação da sua vida.

São de duas classes as causas que influem na sua existência, dentro do determinismo da evolução humana: as próximas, desta reencarnação, na qual se movimenta, e as remotas, que procedem das ações pretéritas. Estas últimas estabeleceram já os impositivos de reparação a que o indivíduo não pode fugir, amenizando-os ou vencendo-os através de atuais ações do rumor, que promovem quem as vitaliza e aquele a quem são dedicadas. As primeiras, no entanto, as da presente existência, vão gerando novos compromissos que, se negativos, podem ser atenuados de imediato por meio de atitudes opostas, e, se positivos, ampliados na sua aplicação.

O tabagismo, o alcoolismo, a toxicomania, a sexolatria, a glutonaria, entre outros fatores dissolventes e destrutivos, são de livre opção anual, não incursos no processo educativo de ninguém. Quem, a qualquer deles se vincula, padecer-lhe-á, inexoravelmente, o efeito prejudicial, não se podendo queixar ou aguardar solução de emergência.

O tabagismo responde por cárceres de várias procedências, na língua, na boca, na laringe, por inúmeras afecções e enfermidades respiratórias, destacando-se o terrível enfisema pulmonar.

Todo aquele que se lhe submete à dependência viciosa, está incurso, espontaneamente, nessa fatalidade destruidora, que não estava no seu programa e foi colocada por imprevidência ou presunção.

O alcoolismo é gerador de distúrbios orgânicos e psíquicos de inomináveis conseqüências, gerando desgraças que, de forma nenhuma deveriam suceder. É ele o desencadeador da loucura, da depressão ou da agressividade, na área psíquica, sendo o responsável por distúrbios gástricos, renais e, principalmente, pela irreversível cirrose hepática. Seja através da aguardente popular ou do whisky elegante, a alcoolofilia dízima multidões que se lhe entregam espontaneamente.

A toxicomania desarticula as sutis engrenagens da mente e desagrega as moléculas do metabolismo orgânico, lesando vários órgãos e alucinando todos quantos se comprazem nas ilusões mórbidas que dizem viver, não obstante de breve duração. Iniciada a dependência que se fez espontânea, desdobrara-se à frente longos anos, numa e noutra reencarnação, para que sejam reparados todos os danos que poderiam ter sido evitados quase sem esforço.

A sexolatria gera distonias emocionais, por conduzir o indivíduo ao reduto das sensações primitivas, mantendo-os nas áreas do gozo insaciável, que o leva à exaustão, a terríveis frustrações na terceira idade, se a alcança, e a depressões sem conta pelo descalabro que desorganiza o corpo e perturba a mente. Além desses, são criados campos de dificuldade afetiva, de responsabilidade emocional com os parceiros utilizados, estabelecendo-se compromissos desditosos para o futuro.

A glutoneria, além de deformar a organização física, é agente de males que sobrecarregam o corpo produzindo contínuas distinções gastrointestinais, dispepsias, acidez, ulcerações, alienando o homem que vive para comer, quando deveria, com equilíbrio, comer para viver.

São muitos os agentes dos infortúnios para o homem, que ele aceita no seu comportamento, afetando-lhe a vida.

Entretanto, através de outras atitudes e conduta poderia preservá-la, prolongá-la, dar-lhe beleza, propiciando-lhe harmonia e felicidade.

Além de atingir aquele que elege esta ou aquela maneira de agir, os resultados alcançam os descendentes que, através das heranças transmissíveis, conforme as suas necessidades evolutivas, as experimentarão.

O comportamento do Espírito, no corpo ou fora dele, é responsável pela vida, contribuindo de maneira eficaz na sua programática, igualmente interferindo na conduta do grupo em que se movimenta e onde atua, como dos descendentes que de alguma forma se lhe vinculam.

As ações corretas prolongam a existência do corpo e promovem o equilíbrio da mente, enquanto as atribuladas e agressivas produzem o inverso.

Nunca será demasiado repetir-se que, assim como o homem pensa e age, edificará a sua existência, vivendo-a de conformidade com o comportamento elegido.

Psicografia de Divaldo Franco. Livro: Temas da Vida e da Morte

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