"Vives novamente na carne para o burilamento do teu espírito." - Militão Pacheco

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sexta-feira, 21 de junho de 2019

MATERIALIZAÇÃO E DESMATERIALIZAÇÃO

O problema da materialização e da desmaterialização revela muitas dificuldades para ser colocado em termos técnicos. 

Assim me pronuncio, com respeito ao assunto, porque em nossa esfera de ação os enigmas científicos não são reduzidos. 

Adianto-lhes, porém, que se a vida deve ser considerada um todo ascendente, dentro de seus característicos de aprimoramento e eternidade, o Universo, englobando o Infinito dos Mundos, deve ser interpretado por organismo vivo, sem solução de continuidade, isto é, sem vácuos, em suas manifestações diversas nos ângulos mais remotos da Criação. 

Matéria e espírito constituem para nós, ainda no plano em que evolucionamos, duas realidades, das quais até agora não conseguimos descortinar o ponto de integração. 

Em “nosso lado”, o avanço das Inteligências de minha condição não vai muito além das linhas em que o progresso intelectual da Terra está situado. Somos constrangidos a reconhecer, portanto, que a eletricidade e o magnetismo estão, por enquanto, apenas levemente vislumbrados no campo em que nos exteriorizamos. A matéria que nos serve de base ao esforço de ascensão é a grande desconhecida. 

Leis vibratórias presidem à integração e à desintegração dos átomos em todos os ângulos da vida e, em nos reportando ao assunto, estimaria poder transmitir-lhes certos apontamentos que vamos estudando aqui, com relação aos poderes mentais. Tais poderes são tão grandes e de tamanha importância sobre a organização da matéria nos mais variados reinos da natureza visível e invisível que não nos é dado formular algumas de nossas experiências, em terminologia terrestre, porquanto não somente nos faltam recursos analógicos para o cometimento, como também porque as Ordenações Superiores acreditam que esse gênero de revelação perturbaria o clima do progresso humano, por prematura e suscetível de favorecer a ignorância e a maldade. 

Convençam-se, contudo, de que os “fenômenos de conversão”, como denominamos as trocas entre dois planos, se verificam constantemente. Pelo crivo da química orgânica, milhões de existências surgem aqui, por morrerem aí, e vice-versa. 

O movimento é incessante. 

Não há paradas na ação, tanto quanto não há hiatos no Espaço.

A vontade é vigoroso fator de prosperidade e decadência. Através do pensamento próprio, cada espírito cria, destrói e recompõe no presente e no futuro. 

Nossas idéias são como imãs; nossos ideais, turbilhões de força atrativa. 

Em torno de cada criatura, jazem os materiais invisíveis que ela mesma deseja e que torna visíveis e palpáveis, na esfera humana, por intermédio da assimilação mental, perispirítica e fisiológica. 

A alma, onde quer que se encontre, permanece “querendo algo” e, em razão disso, vive criando em processos de cooperação espontânea com o Sumo Poder que rege a Vida Eterna. 

Diariamente, materializamos e desmaterializamos coisas diversas. 

Semelhantes faculdades são exercidas por nós, com tanta naturalidade, quanto o ato de respirar. Daí nasce o impositivo de nossa renovação individual para o bem. 

Nesse sentido, o aprendiz do Evangelho nada mais realiza, quando sincero e operoso, que o dever de adaptar-se aos padrões vivos do Divino Mestre, conduzindo a Ele os materiais de que dispõe, dentro de si próprio, reestruturando-os, gradativamente, até que possa sintonizar-se com o Senhor, de maneira integral. 

Baste-nos, pois, por enquanto, a confortadora certeza de que cada espírito é pai e ao mesmo tempo filho das próprias obras e que, sendo livre para fazer, é constrangido a suportar os efeitos da ação ou obrigado a recolher os frutos de suas realizações felizes ou infelizes, compreendendo-se, assim, que todos somos independentes na sementeira e escravos na colheita. Esta é a grande lição do caminho que, por agora, devemos aprender. 

Psicografia em Reunião Pública. Data – 23-11-1949. Local – Centro Espírita Luiz Gonzaga, na cidade de Pedro Leopoldo, Minas.

Ditado pelo Espírito Neio Lúcio. Do livro 'Através do Tempo'. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

quarta-feira, 12 de junho de 2019

RENOVAÇÃO EM AMOR

"E vós, irmãos, não vos canseis de fazer o bem”. - PAULO (II Tessalonicenses, 3:13.).

Quando as crises te visitem, ante os problemas humanos, é justo medites nos princípios de causa e efeito, tanto quanto é natural reflitas no impositivo de burilamento espiritual, com que somos defrontados, entretanto, pensa igualmente na lei de renovação, capaz de trazer-nos prodígios de paz e vitória sobre nós mesmos, se nos decidimos a aceitar, construtivamente, as experiências que se nos façam precisas.

Se atingiste a integração profunda com as bênçãos da vida, considera a tarefa que a Divina Providência te confiou.

Deus não nos envia problemas de que não estejamos necessitados.

Aceitação e paciência, sem fuga ao trabalho, são quase sempre a metade do êxito em qualquer teste a que estejamos submetidos, em nosso proveito próprio.

Se qualquer tempo é suscetível de ser ocasião para resgate e reajuste, todo dia é também oportunidade de recomeçar, reaprender, instruir ou reerguer.

O amor que estejamos acrescentando à obrigação que nos cabe cumprir, é sempre plantação de felicidade para nós mesmos.

Onde estiveres e como estiveres, nas áreas da dificuldade, dá-te à serenidade e ao espírito de serviço e entenderás, com facilidade, que o amor cobre realmente a multidão de nossas faltas, apressando, em nosso favor, a desejada conquista de paz e libertação.

Autor: Emmanuel
Psicografia de Francisco Cândido Xavier. Livro: Ceifa de Luz

SOMOS *IRMÃOS* UNS DOS OUTROS - MEIMEI


Para Refletir:

Em qualquer circunstância, escora-te no esforço de resguardar o bem. 

Quando estiveres a ponto de pronunciar qualquer frase irrefletida ou de empreender a mínima ação contra os outros, ora e silencia, porque o Céu te ouve e Deus te sustentará.

Meimei

segunda-feira, 10 de junho de 2019

DESAFETOS

Amar aos nossos adversários, desde o presente, ofertando-lhes o coração, em forma de tolerância e trabalho, devotamento e ternura é a fórmula exata para a solução dos grandes problemas que tantas vezes, por invigilância e leviandade, endereçamos, lamentavelmente ao futuro. 

Lembremo-nos de que ainda ontem, acalentávamos antipatias e desafetos, cultivando o ódio à feição de serpe no seio. 

Recordemos que semelhantes laços de treva algemavam-nos o espírito às largas sendas inferiores, impondo-nos reencarnações difíceis e angustiosas, nos campos de purgação da experiência terrestre. 

Enleiados a eles renascemos no mundo e porque se nos retarde o amor, nos testemunhos de paciência e compreensão, somos constrangidos pela Justiça Perfeita, a recebê-los compulsoriamente nas teias da consangüinidade, convertendo-se-nos o templo familiar em triste reduto de sofrimento. 

É assim que, reinternados na Terra, quase sempre, acolhemos na forma de entes amados velhos inimigos, que se origem, no santuário doméstico, em nossos credores intransigentes. 

Surgem por filhos tiranizantes e ingratos, ou parentes invulneráveis ao nosso melhor carinho, obrigando-nos a mais doloroso acerto, porque estruturado em suor e pranto, quando o nosso perdão puro e simples conseguiria fundir a bruma aviltante da crueldade em brisa de esquecimento.

Para que não estejamos amanhã em lares metamorfoseados em pelourinhos, por força dos corações queridos que o resgate transforma em verdugos e inquisidores de nossos dias, saibamos amar, desde hoje, os que nos apedrejam ou firam, atormentem e caluniem, porque, em verdade, o mal é apenas mal para aqueles que o fazem, transmutando-se em bem naqueles que o recolhem entre a paz do silêncio e a prece da humildade, por saberem que a Vida é sempre luz de Deus.

Psicografia em Reunião Publica.  Data – 31-10-1958. Local – Centro Espírita Vicente de Paulo, na cidade de Uberaba, Minas.

Ditado Pelo Espírito Emmanuel. Do livro 'Através do Tempo'. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.
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