"Vives novamente na carne para o burilamento do teu espírito." - Militão Pacheco

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segunda-feira, 21 de outubro de 2019

APARÊNCIAS

Não te percas na contemplação excessiva do plano exterior, aniquilando a gloriosa oportunidade de tua própria ascensão à Luz Divina. 

Aquele que passa na estrada, exibindo pesada bagagem de ouro, provavelmente transporta um coração atormentado e infeliz. 

Muitas vezes, quem estende os braços, implorando a esmola fácil, traz consigo a revolta e a dureza íntima, sob o farrapo humilhante. 

Não raro, o jovem que provoca a inveja de muitos se dirige para destino doloroso, fazendo-se credor de nossa simpatia em preces de intercessão. 

Freqüentemente, aquele que te parece feliz, no círculo da prosperidade transitória, é um irmão desventurado, entre aflições morais que lhe constringem o Espírito. 

Não julgues o rico por impiedoso, nem o pobre por humilde. 

Não suponhas a Felicidade na beleza efêmera do corpo, nem admitas a virtude incorruptível onde se encontre a felicidade passageira. 

Às vezes, a santificação permanece com aquele que se afigura pecador e a maldade se resguarda no imo de quem se oculta na máscara da pobreza e da angústia, no jogo das aparências. 

Lembra-te de que a Força Divina sabe ver nas profundezas e, com o arado do tempo, tudo corrige, reajusta e eleva, sem necessidade de nossa apreciação individual. 

Aproveitemos o campo da boa luta para a sementeira do bem, porque não responderemos pelos outros e sim por nós mesmos, quando a ordem superior da vida nos conduzir a exame necessário. 

Não te prendas à sombra e, consciente de que receberemos, segundo as nossas próprias obras, procuremos, cada dia, a glória de servir, a fim de encontrarmos na imortalidade, fora das ilusões da carne, a Felicidade verdadeira e maior.

Ditado pelo Espírito Emmanuel. Do livro 'Instrumentos do Tempo'. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

sábado, 19 de outubro de 2019

RESPOSTAS DA CONSTRUÇÃO


Não permita que a ansiedade lhe desgaste as forças, ante os problemas da vida.

Numa simples construção, a serenidade e a disciplina nos fornecem diretrizes de atitude e proveito.

A pedra submeteu-se ao martelo e fez-se alicerce. 

A madeira agüentou o serrote e converteu-se em utilidade do piso ao teto. 

O barro suportou o fogo e ergueu-se em alvenaria. 

O minério passou pelo calor de tensão alta e produziu o aço que estrutura a segurança. 

O fio deixou-se prender e transformou-se em condutor de energia. 

Agentes diversos da natureza se conjugaram e compõem a lâmpada para o serviço da luz. 

Tudo na construção atende a planos de orientação e trabalho, obediência e equilíbrio. 

Observemos a lição e analisemos o que estamos fazendo de nós na edificação do Eterno Bem.

Ditado pelo Espírito André Luiz. Do livro 'Respostas da Vida'. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

quarta-feira, 9 de outubro de 2019

EM NOSSO TRABALHO

"Porque toda casa é edificada por alguém, mas o que edificou todas as coisas é Deus." - Paulo. (Hebreus, 3:4)

O Supremo Senhor criou o Universo, entretanto, cada criatura organiza o seu mundo particular. 

O Arquiteto Divino é o possuidor de todas as edificações, todavia, cada Espírito constrói a habitação que lhe é própria. 

O Doador dos Infinitos Bens espalha valores ilimitados na Criação, contudo, cada um de nós outros deverá criar valores que nos sejam inerentes à personalidade. 

A natureza maternal, rica de bênçãos, em toda parte constitui a representação do patrimônio imensurável do Poder Divino e, em todo lugar, onde exista alguém, aí palpita a vontade igualmente criadora do homem, que é o herdeiro de Deus. 

O Pai levanta fundamentos e estabelece leis. 

Os filhos contribuem na construção das obras e operam interferências. 

É compreensível, portanto, que empenhemos todo o cuidado em nosso esforço individualista, nas edificações do mundo, convictos de que responderemos pela nossa atuação pessoal, em todos os quadros da vida. 

Colaboremos no bem com o entusiasmo de quem reconhece a utilidade da própria ação, nos círculos do serviço, mas sem paixões destruidoras que nos amarrem às ilhas do isolacionismo. 

Apresentemos nosso trabalho ao Senhor, diariamente, e peçamos a Ele destrua as particularidades em desacordo com os seus propósitos soberanos e justos, rogando-­Lhe visão e entendimento. 

Seremos compelidos a formar o campo mental de nós mesmos, a erguer a casa de nossa elevação e a construir o santuário que nos seja próprio. 

No desdobramento desse serviço, porém, jamais nos esqueçamos de que todos os patrimônios da vida pertencem a Deus.

Ditado pelo Espírito Emmanuel. Do livro 'Vinha de Luz'. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

sexta-feira, 4 de outubro de 2019

APROVEITAMENTO

"Medita estas coisas; ocupa-te nelas para que o teu aproveitamento seja manifesto a todos." - Paulo. (I Timóteo, 4:15)

Geralmente, o primeiro impulso dos que ingressam na fé constitui a preocupação de transformar compulsoriamente os outros. 

Semelhante propósito, às vezes, raia pela imprudência, pela obsessão. O novo crente flagela a quantos lhe ouvem os argumentos calorosos, azorragando costumes, condenando idéias alheias e violentando situações, esquecido de que a experiência da alma é laboriosa e longa e de que há muitas esferas de serviço na casa de Nosso Pai. 

Aceitar a boa doutrina, decorar-­lhe as fórmulas verbais e estender­-lhe os preceitos são tarefas importantes, mas aproveitá­-la é essencial.   

Muitos companheiros apregoam ensinamentos valiosos, todavia, no fundo, estão sempre inclinados a rudes conflitos, em face da menor alfinetada no caminho da crença. Não toleram pequeninos aborrecimentos domésticos e mantêm verdadeiro jogo de máscara em todas as posições. 

A palavra de Paulo, no entanto, é muito clara. 

A questão fundamental é de aproveitamento. 

Indubitável que a cultura doutrinária representa conquista imprescindível ao seguro ministério do bem; contudo, é imperioso reconhecer que se o coração do crente ambiciona a santificação de si mesmo, a caminho das zonas superiores da vida, é indispensável se ocupe nas coisas sagradas do espírito, não por vaidade, mas para que o seu justo aproveitamento seja manifesto a todos.

Ditado pelo Espírito Emmanuel. Do livro 'Vinha de Luz'. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.
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